Trump comenta sobre liderança do Irã e relação com o Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que a liderança do Irã foi “neutralizada” e expressou interesse em um novo líder que mantenha boas relações com os Estados Unidos e Israel, mesmo que esse líder seja religioso e o país não seja uma democracia.

“O Irã não é o mesmo país de uma semana atrás”, disse Trump em uma breve entrevista por telefone. Ele comparou a situação no Irã à da Venezuela, onde os EUA capturaram Nicolás Maduro e colocaram seu vice no poder. “Vai funcionar muito bem. Vai funcionar como funcionou na Venezuela. Temos uma líder maravilhosa lá. Ela está fazendo um trabalho fantástico”, referindo-se à presidente interina Delcy Rodríguez.

Trump também se mostrou aberto à possibilidade de um líder religioso no Irã. “Bem, talvez sim, quer dizer, depende de quem seja a pessoa. Não me importo com líderes religiosos. Lido com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos”, afirmou.

Quando questionado sobre a necessidade de um Estado democrático, Trump respondeu: “Não, estou dizendo que precisa haver um líder que seja justo e imparcial. Que faça um ótimo trabalho. Que trate bem os Estados Unidos e Israel, e que trate bem os outros países do Oriente Médio — todos eles são nossos parceiros.” Ele elogiou seu relacionamento com países do Oriente Médio, afirmando que eles estão “lutando por nós”.

Trump destacou que, antes de sua administração, não havia diálogo com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, e criticou o presidente Joe Biden por afastar esses países. “Todos eles iriam se aproximar da China, e eu me envolvi em um período muito curto de tempo e eles se tornaram meus amigos”, disse.

Embora tenha elogiado a operação dos EUA contra o Irã, classificando-a como “12, talvez 15 em uma escala de 10”, Trump minimizou a preocupação com o aumento dos preços da gasolina. “Está tudo bem. Será algo passageiro. Vai cair muito rapidamente”, afirmou, desconsiderando o aumento significativo dos preços.

Ele também mencionou que já “resolveu” a questão do Estreito de Ormuz, afirmando: “Nós desmantelamos a Marinha deles porque, você sabe, quando você desmantela a Marinha, eles não conseguem fazer o que queriam. A Marinha está quase, acabamos de atingir a marca de 25 navios. Você consegue imaginar? Grandes navios — 25 navios afundados”.

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