O trio elétrico foi reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da cidade de Salvador. A medida foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta sexta-feira, 6 de março de 2026.
O reconhecimento oficializa a importância do trio elétrico para a cultura e a história da capital baiana. A lei determina que o órgão municipal responsável pela proteção do patrimônio cultural adote as medidas necessárias para garantir o cumprimento da norma.
O documento foi assinado na quarta-feira, 4 de março, pelo prefeito e pelos secretários municipais Carlos Felipe Vazquez de Souza Leão e Ana Paula Andrade Matos Moreira.
O trio elétrico foi criado na década de 1950 por Dodô e Osmar Macedo. Desde então, se consolidou como um dos principais símbolos culturais da cidade e é um dos elementos mais marcantes do carnaval de Salvador, que reúne milhões de foliões todos os anos nas ruas da capital.
O nome ‘trio’ foi associado ao fato de que três pessoas faziam o som: a dupla criadora e o músico Temístocles Aragão. O termo ‘elétrico’ surgiu da busca por amplificar o som dos instrumentos.
Na década de 1950, Dodô e Osmar já se apresentavam em cima de um caminhão com o nome do grupo ‘Trio Elétrico’. Além dos instrumentos elétricos, havia também instrumentos de percussão. Posteriormente, o nome ‘Trio Elétrico’ passou a designar o caminhão utilizado nas apresentações.

