O Irã viveu na noite de quinta-feira (5) o que pode ter sido o maior número de bombardeios desde o início da escalada do conflito no Oriente Médio, segundo relatos.
A guerra, que já envolvia Israel, Estados Unidos e Irã, agora se expande para outros países da região, aumentando a tensão internacional. Um ataque ao Azerbaijão, o segundo ataque na verdade, mostra como esse conflito está se ampliando.
““É possível, como o governo do Azerbaijão disse ontem, que eles ataquem posições no Irã – se isso acontecer, teremos uma expansão significativa do conflito”, apontou o analista Américo Martins.”
O Azerbaijão, país que faz fronteira com o norte do Irã e não faz parte do Oriente Médio, sofreu dois ataques consecutivos. Após o primeiro ataque, o governo azerbaijano já havia manifestado forte indignação e prometido retaliar.
O ministro das Relações Exteriores do Irã negou responsabilidade pelo primeiro ataque, sugerindo que poderia ser uma armadilha criada por Israel para provocar o Azerbaijão contra o Irã.
No entanto, com o segundo ataque, a situação se agravou, e o Azerbaijão pode se tornar o primeiro fora da tríade Irã, Estados Unidos e Israel a participar efetivamente dos combates.
Além do Azerbaijão, o Irã também lançou ataques contra o Bahrein, o Qatar e a Arábia Saudita. Esses países têm adotado até agora uma postura defensiva, derrubando aviões, drones e mísseis iranianos que entram em seus espaços aéreos, sem retaliar diretamente.
““Eles não querem se envolver nesse conflito do lado israelense, isso pegaria muito mal para sua reputação”, afirmou um analista.”
O conflito também se intensificou no Líbano, com Israel atacando fortemente a capital Beirute, especialmente as áreas ao sul da cidade onde o Hezbollah mantém forte presença. As autoridades israelenses chegaram a exigir a evacuação de aproximadamente 500 mil pessoas dessas regiões.
A intenção declarada de Israel é desmontar completamente a estrutura de comando do Hezbollah, enquanto continua atacando o Irã para enfraquecer a República Islâmica. A pressão econômica também aumenta na região, com relatos de pelo menos nove navios atacados no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Hormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.
O Azerbaijão, importante produtor de petróleo assim como outros países do Golfo, vê sua estabilidade ameaçada pela expansão do conflito. Países europeus começam a ser arrastados para o conflito, com Reino Unido e França enviando reforços para suas bases no Oriente Médio.
Embora a estratégia atual seja defensiva, existe a possibilidade de mudança para uma postura mais ofensiva caso julguem necessário atacar lançadores de mísseis no Irã para sua própria proteção.

