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Segurança

Serial killer de Alagoas recebe sétima condenação e acumula mais de 170 anos de prisão

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 12:26
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Albino dos Santos Lima, apontado como um dos maiores assassinos em série do Brasil, recebeu na quinta-feira (5) sua sétima condenação na Justiça de Alagoas. Ele foi sentenciado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, ocorrido em 2019, em Maceió.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da 7ª Vara Criminal da capital alagoana, sob a condução do juiz Yulli Roter. Com essa nova sentença, as penas acumuladas por Albino ultrapassam 174 anos de reclusão, todas em regime fechado.

Genilda foi morta a tiros na manhã de 6 de fevereiro de 2019, por volta das 6h40, no Beco de Zé Miguel, no bairro da Chã da Jaqueira, enquanto caminhava com seu neto, então com 11 anos, a caminho da escola. Ela foi atingida nas costas e não teve chance de defesa.

Durante o processo, Albino alegou que associava a vítima a pessoas ligadas ao tráfico de drogas e a facções criminosas, afirmando que usuários costumavam se reunir para consumir maconha nas proximidades da casa dela. Ele declarou que a idosa “falava demais” sobre o que acontecia na rua e que, por isso, agiu como um “justiceiro”.

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A defesa do réu sustentou a tese de inimputabilidade, alegando que a confissão anterior de Albino teria sido feita sob coação policial. No entanto, o Ministério Público apresentou um vídeo do depoimento na delegacia, onde o acusado aparece acompanhado de um advogado em uma sala iluminada.

O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas destacou durante o julgamento que arquivos encontrados no celular de Albino continham o nome da vítima e a data do crime, além de registros semelhantes a outras execuções. O réu mantinha pastas com nomes como “odiadas do Instagram” e “mortes especiais”.

Na época do assassinato, Albino residia na mesma região que Genilda e teria observado sua rotina antes de emboscá-la. O caso quase levou outros dois homens ao banco dos réus, mas perícias balísticas indicaram que os projéteis retirados do corpo da vítima não eram compatíveis com a arma de um deles, confirmando a autoria atribuída a Albino.

Albino dos Santos Lima já possui um histórico de condenações que inclui: 24 anos, 11 meses e 8 dias pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva; 27 anos, 1 mês e 10 dias pela morte de Tâmara Vanessa da Silva; 14 anos e 7 meses por tentativa de homicídio contra Alan Vítor dos Santos Soares; 24 anos e 6 meses pela morte da adolescente Ana Clara Lima Santos; 24 anos e 6 meses pela morte da mulher trans Louise Gybson Vieira de Melo; e 37 anos pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva.

““A primeira temporada de julgamentos dele encerra hoje, parece uma Netflix de filme de terror. O Ministério Público sai satisfeito com o resultado do seu trabalho, obtivemos uma pena que ultrapassou os 22 anos, mais uma vez a sociedade alagoana fez justiça e acredito que ele mesmo tenha consciência disso”, disse o promotor Antônio Vilas Boas após o julgamento.”

De acordo com o promotor, Albino é considerado o “maior assassino em série de Alagoas e um dos maiores do país”. O Ministério Público afirmou que as mortes cometidas por Albino foram planejadas e executadas de maneira calculada, utilizando o mesmo modus operandi em cada crime.

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