Petrobras se prepara para oscilações nos preços do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que a companhia está preparada para enfrentar diferentes cenários de preço do petróleo, em meio à instabilidade geopolítica provocada pelos conflitos no Oriente Médio, incluindo as tensões entre Estados Unidos e Irã.

Chambriard destacou que a estratégia da empresa é manter disciplina financeira e resiliência operacional, independentemente das oscilações da commodity no mercado internacional. “Sem dúvida nenhuma estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica, e nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra em relação ao preço do petróleo”, afirmou durante teleconferência com acionistas e investidores.

A presidente ressaltou que a Petrobras precisa estar pronta tanto para cenários de preços elevados quanto para quedas significativas. “Se ele for US$ 85 por barril, nós temos que estar preparados. Se for US$ 55 o barril, temos que estar igualmente preparados”, disse.

Chambriard também mencionou que, se a escalada do preço do barril persistir, isso exigirá respostas mais rápidas. “Mas não temos certeza desta premissa”, frisa. Ela lembrou que, ao longo de 2025, o preço do petróleo apresentou forte volatilidade, começando acima de US$ 80 por barril e terminando abaixo de US$ 60, chegando a US$ 59.

Apesar dessa variação, a companhia conseguiu manter resultados positivos. No início deste ano, a volatilidade voltou a se intensificar, impulsionada principalmente pelas tensões geopolíticas e conflitos armados. Mesmo assim, Chambriard afirmou que a política interna de preços da Petrobras permanece inalterada.

De acordo com a presidente, a empresa continua acompanhando as paridades internacionais de preços do petróleo e dos derivados, mas evita repassar imediatamente as oscilações externas ao mercado brasileiro. “Nós observamos as paridades internacionais de preços de petróleo e derivados, sem repassar as volatilidades para o mercado interno brasileiro”, afirmou.

Ela acrescentou que não há discussão na diretoria colegiada para alterar a política de preços da empresa. Além da gestão de preços, a Petrobras também monitora os impactos logísticos e comerciais do cenário internacional. A companhia continua realizando importações e exportações conforme a necessidade operacional, enquanto as refinarias seguem ampliando sua capacidade de processamento.

Claudio Romeo Schlosser, diretor executivo de logística, comercialização e mercados, enfatizou que o momento indica consequências positivas para a Petrobras, mesmo considerando questões de frete. “Os mercados que a gente abastece estão fora da região de conflito, como China, Índia e Europa. Há uma valorização e um posicionamento mais interessante para a companhia neste momento”, afirmou.

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