O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus assessores estão avaliando a candidatura do ministro Alexandre Silveira (PSD) ao Senado Federal em Minas Gerais, com a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como suplente.
Pessoas próximas ao presidente acreditam que essa composição é estratégica para evitar que a direita conquiste as duas cadeiras em disputa no estado. Alexandre Silveira poderia atrair eleitores do centro, enquanto Marília Campos, a prefeita mais votada do país em 2024, consolidaria o apoio da esquerda e impediria a dispersão de votos.
Em um eventual quarto mandato de Lula, o ministro de Minas e Energia poderia retornar à Esplanada, permitindo que Marília Campos assumisse a cadeira no Senado, conforme indicam interlocutores.
Silveira também está considerando a possibilidade de se filiar ao PSB ou ao PV para viabilizar sua candidatura ao Senado. Essa estratégia visa atrair mais partidos para uma possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais.
Rodrigo Pacheco, que é membro do PSD e lançará o vice-governador Mateus Simões ao governo, está avaliando a possibilidade de se filiar ao União Brasil, mas ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a candidatura ao Palácio Tiradentes.
Assessores palacianos afirmam que a composição ao Senado e a candidatura de Pacheco formariam um palanque favorável para o presidente Lula em Minas Gerais.

