A inflação na Venezuela disparou em 2025, alcançando 475%, conforme dados divulgados pelo Banco Central da Venezuela (BCV) em 6 de março de 2026.
Esse número representa um aumento de quase dez vezes em relação aos 48% registrados no ano anterior e marca a primeira publicação oficial do indicador em mais de um ano.
A economia do país foi fortemente impactada em 2025 pelo endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, que dificultaram a intervenção do Banco Central no mercado cambial.
Essas medidas contribuíram para a desvalorização da moeda e a alta generalizada de preços de bens e serviços.
A pressão inflacionária levou economistas a alertarem que a Venezuela poderia voltar a enfrentar um quadro de hiperinflação em 2025, situação que o país já viveu entre 2017 e 2022.
Após a captura do ditador deposto Nicolás Maduro em uma operação das forças americanas em 3 de janeiro, a Venezuela cedeu aos Estados Unidos o controle da comercialização de seu petróleo.
Além disso, o país reformou sua Lei de Hidrocarbonetos para permitir maior participação privada. Com Washington agora no controle das vendas do petróleo venezuelano, os lucros são depositados em um fundo no Catar, disponível para o novo governo venezuelano, liderado pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Nos primeiros meses de 2026, a Venezuela já registrou uma inflação acumulada de quase 52%, de acordo com o Banco Central.
Apesar da disparada nos preços, o BCV informou que a economia venezuelana cresceu 8,66% em 2025, resultado impulsionado principalmente pela expansão da atividade petrolífera.

