Em fevereiro de 2026, os preços médios do suíno vivo apresentaram quedas de até 20% nas regiões produtoras do interior de São Paulo, incluindo Piracicaba. O preço da carcaça suína, por sua vez, subiu 10,8% em relação a janeiro, alcançando R$ 13,20 o quilo.
A baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente é um dos fatores que explicam essa movimentação de preços. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), destacou que o mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos a possíveis recuos, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio.
Os pesquisadores do Cepea afirmaram:
“”Resultou em um desarranjo da oferta interna”.”
Em fevereiro, o suíno vivo foi negociado a uma média de R$ 6,91 o quilo, uma queda de mais de 16% em relação ao mês anterior, quando o preço era de R$ 8,24 o quilo.
Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66 o quilo, a desvalorização chega a 20%. Especialistas consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, que envolve principalmente o Irã e pode se alastrar para outros países.
Embora a região não seja um destino importante para a carne suína brasileira, o fechamento de canais de escoamento e o aumento nos valores de fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações entre exportadores.
Além disso, o levantamento do Cepea aponta que, em setembro de 2025, o valor médio do suíno vivo foi de R$ 9,25 o quilo, o maior do ano, influenciado pelas desvalorizações do farelo de soja. A tonelada do farelo de soja na região de Campinas registrou média de R$ 1.660,53, 21,7% abaixo do valor do ano anterior.
Os preços do suíno vivo e da carne de porco mantiveram altas desde o fim do primeiro semestre de 2025, com a demanda aquecida no início de agosto, que impulsionou as cotações. O indicador do Suíno Vivo Mensal Cepea/Esalq fechou em R$ 8,57 em Minas Gerais, R$ 8,27 no Paraná, R$ 8,15 no Rio Grande do Sul, R$ 8,19 em Santa Catarina e R$ 8,76 em São Paulo em agosto.

