O chefe da polícia iraniana, Ahmed Reza Radan, anunciou que deu ordens para que agentes de segurança disparem contra qualquer ladrão em atividade no país durante a guerra contra Israel e Estados Unidos. A declaração foi feita na sexta-feira, 6 de março de 2026, uma semana após o início do conflito entre a coalizão e o Irã.
Radan afirmou que, para evitar instabilidade após a perda do líder supremo Ali Khamenei, Teerã está tomando medidas para garantir a ordem local. “Dado que estamos em uma situação de guerra, dei ordens para atirar contra possíveis ladrões”, declarou à emissora estatal iraniana.
O chefe da polícia também mencionou que os saqueadores estão sendo “rapidamente neutralizados”. Além disso, autoridades iranianas estão implementando medidas para evitar distúrbios no ambiente digital. “Não permitiremos que um grupo de agentes pagos mine a unidade que o povo conquistou com o sangue de milhares de mártires, difundindo agitação”, advertiu Radan.
Teerã já havia intensificado esforços para aumentar as restrições às redes sociais, alegando que as plataformas eram utilizadas para “organizar e orientar atividades hostis”. O Irã havia determinado um apagão total da internet em 8 e 9 de janeiro, durante uma onda de protestos no país, quando diversos veículos internacionais e organizações de direitos humanos relataram números expressivos de manifestantes mortos, feridos e detidos.
Na ocasião, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Khademi, declarou que as medidas foram necessárias para evitar que agentes externos incentivassem “terrorismo urbano” e minassem a confiança pública no governo. A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã começou no sábado, 28 de fevereiro, quando os aliados realizaram um ataque massivo em várias regiões do território iraniano.
Esse ataque resultou na morte do aiatolá Khamenei e de diversas figuras na cúpula militar do Irã. Em retaliação, Teerã bombardeou pelo menos nove países diferentes no Oriente Médio, visando bases militares e embaixadas americanas na região.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conflito já resultou na morte de mais de 1.000 iranianos e provocou um êxodo de pelo menos 100 mil moradores da capital, Teerã, que está sendo constantemente alvo de bombardeios. Vítimas fatais também foram registradas no Líbano, onde ataques de Israel contra o grupo Hezbollah mataram 77 pessoas. Em Israel, pelo menos dez pessoas perderam a vida devido a disparos iranianos, enquanto seis soldados americanos morreram na operação chamada “Fúria Épica”.

