A temporada de 2026 da Fórmula 1 começou com dificuldades para a Aston Martin. A equipe enfrentou problemas com as unidades de potência fornecidas pela Honda durante os treinos no Circuito Albert Park, em Melbourne, na Austrália, nesta sexta-feira (6).
Os dois carros da Aston Martin apresentaram falhas mecânicas. Fernando Alonso, bicampeão mundial, comentou sobre a situação: “Hoje não conseguimos aprender muito, infelizmente. Primeiro, o problema com a Honda na primeira sessão; depois, os outros problemas com a Honda na segunda sessão limitaram muito o número de voltas que conseguimos dar hoje.”
Alonso não saiu da garagem na primeira sessão, enquanto seu companheiro de equipe, Lance Stroll, abandonou o treino após três voltas devido a falhas no motor. Na segunda sessão, Alonso completou 17 voltas e registrou o vigésimo tempo, 4s933 atrás do líder Oscar Piastri.
A Aston Martin também enfrenta a falta de peças de reposição da Honda. Se as peças instaladas não resistirem até a corrida principal no domingo (8), os pilotos poderão ficar de fora da disputa. Alonso expressou sua frustração: “Fornecer peças para apenas uma equipe e não ter nenhuma peça de reposição, nenhum estoque em mãos, me deixa decepcionado.”
Adrian Newey, chefe da Aston Martin, criticou o motor Honda em coletiva: “O motor deste ano é inútil. Eles deveriam começar a trabalhar no motor de 2027. Se soubéssemos da qualidade atual, não teríamos assinado com eles.”
Antes dos treinos, a Aston Martin já havia informado que os pilotos teriam um número limitado de voltas no GP da Austrália. Newey destacou que os motores Honda produzem vibrações que afetam o chassi e os nervos das mãos dos pilotos, impossibilitando que completassem 25 voltas.

