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Internacional

Alya Space nega acusações de colaboração com a China para vigilância

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 14:42
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A startup brasileira Alya Space, localizada em Salvador, negou as acusações feitas por autoridades dos Estados Unidos sobre uma suposta colaboração com a China para vigilância de adversários e fortalecimento das capacidades militares de Pequim.

As alegações foram apresentadas no relatório intitulado “Atraindo a América Latina para a órbita da China”, publicado recentemente por um comitê da Câmara dos EUA. A investigação aponta que a China teria estabelecido uma rede de infraestrutura espacial na América Latina, mencionando dois casos no Brasil.

Um dos casos citados é a “Tucano Ground Station” (Estação Terrestre Tucano), que o comitê alega ser uma joint venture entre a Alya Space e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology.

O relatório menciona um memorando entre as empresas que, segundo o comitê, garantiria “troca de dados operacionais entre suas respectivas instalações por meio de suas redes de antenas”, permitindo um aprimoramento de ativos espaciais civis e militares.

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““Essa integração fornece à República Popular da China (RPC) um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA”, afirma o relatório.”

A Força Aérea Brasileira (FAB) também foi mencionada no documento, com um acordo que inclui o treinamento de militares em simulação orbital e a utilização de antenas da FAB como backup. Em resposta, a FAB, por meio do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), informou que houve um Memorando de Entendimento entre 2020 e 2022 com a Alya Space, mas não houve renovação do acordo.

A fundadora e CEO da Alya Space, Aila Raquel, refutou as alegações dos deputados americanos, esclarecendo que a estação não é uma joint venture. “O que ocorreu foi apenas a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU), instrumento preliminar utilizado para avaliação de possíveis cooperações técnicas. Este MOU não evoluiu para contrato definitivo, não deu origem a joint venture nem operação comercial, e sua vigência já se encerrou”, afirmou.

Aila Raquel acrescentou que a Estação Terrestre Tucano não possui atualmente instalações físicas e está em fase final de licenciamento pela Anatel. A construção e operação da estação ocorrerão apenas após a conclusão dos trabalhos de conformidade e fiscalização dos equipamentos.

““Após a finalização de todo o processo de licenciamento e construção, a estação estará sob controle e comando exclusivo da Alya Space, sem participação de qualquer outra empresa, e com todas as medidas de segurança cibernética adotadas em conformidade com as normas nacionais e internacionais aplicáveis ao seu uso”, disse.”

A CEO também destacou que a Alya Space foi fundada no final de 2019 e atua no setor espacial, desenvolvendo soluções sustentáveis voltadas ao monitoramento ambiental e análise territorial. A empresa está desenvolvendo uma constelação de satélites e possui licenças para o lançamento de 216 satélites em órbita baixa da Terra, destinados à geração de imagens de alta resolução e dados analíticos.

“As interpretações que associam a empresa a atividades secretas de vigilância estratégica ou aplicações militares não refletem sua atuação. A Alya Space opera sob princípios estritamente civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais aplicáveis”, concluiu.

TAGGED:Aila RaquelAlya SpaceAnatelBahiaBeijing Tianlian Space TechnologyChinaespionagemForça Aérea BrasileiraSalvador
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