Daniel Vorcaro buscava ampliar influência em Brasília, revela investigação

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Informações sigilosas do caso Master indicam um esquema complexo envolvendo Daniel Vorcaro, que utilizava laranjas como intermediários para pagamentos a políticos em Brasília. O analista de Política Matheus Teixeira avalia que o objetivo do banqueiro era ampliar sua influência na capital federal.

A revelação sobre esses pagamentos de propina para políticos intensifica o clima de apreensão em Brasília, onde cresce o temor de uma nova operação policial. A atual investigação levou à prisão de Vorcaro e de seu cunhado Fabiano Zetel, além de outras pessoas ligadas ao grupo que atuava nos interesses de Vorcaro, incluindo acessos a dados sigilosos e ameaças a jornalistas e ex-funcionários.

Mensagens trocadas entre Vorcaro e sua namorada mencionam figuras poderosas em Brasília, como ministros do STF e líderes políticos. Entre os citados estão o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, dois dos maiores partidos do país.

A expectativa é que a Polícia Federal inicie um rastreamento detalhado do dinheiro para identificar os reais beneficiários dos pagamentos. A investigação buscará verificar se houve pagamento de propina, quais intermediários foram utilizados e quem são os destinatários finais, uma vez que o dinheiro não parou nos laranjas.

Recentemente, o ministro do STF André Mendonça tomou uma decisão considerada dura, que incluiu um “puxão de orelha” na PGR. Essa atitude deve resultar em um endurecimento das investigações por parte da PGR, que tende a alinhar seus esforços com a PF para reforçar as apurações.

Há resistência ao fatiamento da investigação, o que sugere que o caso permanecerá no STF, especialmente por envolver políticos com foro privilegiado. As revelações sobre propina pagas a políticos reforçam a tendência de que todo o caso seja mantido sob a jurisdição do STF, sob a relatoria de Mendonça.

Compartilhe esta notícia