Milícias apoiadas pelo Irã intensificam ataques contra EUA e Israel no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Milícias apoiadas pelo Irã têm promovido ataques contra alvos dos Estados Unidos e de Israel em diferentes regiões do Oriente Médio. Na quinta-feira, 5 de março de 2026, os grupos armados divulgaram uma declaração conjunta alertando países europeus a não entrarem na guerra e ameaçando atingir suas bases militares.

As ofensivas em retaliação à operação militar desencadeada por Washington e Tel Aviv indicam uma possível ampliação do conflito que se espalha pela região desde o último fim de semana. Inúmeros ataques cuja autoria é reivindicada por facções armadas têm sido registrados desde o sábado, 28 de fevereiro, quando o conflito se iniciou.

Drones e mísseis foram lançados de regiões no deserto ocidental do Irã em direção a alvos na Jordânia, enquanto militantes disseram estar por trás do ataque à base americana no aeroporto de Ebril, no norte do Iraque. Grande parte das mobilizações paramilitares é oriunda do Iraque, fazendo com que a nação islâmica surja como uma frente chave no conflito em andamento.

Recentemente, milícias localizadas no sul do país dispararam um míssil em direção ao Kuwait, e a agência estatal iraquiana de notícias informou que uma segunda tentativa de lançamento em direção a um país vizinho foi interceptada na província de Basra. Tel Aviv também declarou que drones foram lançados em direção a Israel a partir do país, embora “não em números significativos”.

O cenário não surpreende, uma vez que o Iraque se tornou palco comum de conflitos por procuração desde a invasão americana em 2003. Compartilhando uma população de maioria xiita com o Irã, Bagdá frequentemente vê seu vizinho recrutando combatentes em seu território.

No intuito de evitar ataques contra seu território e expandir sua influência regional, Teerã dá suporte a estas facções paramilitares, colocando-as sob ordens da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico que responde diretamente ao líder supremo. De acordo com especialistas, Washington e Tel Aviv têm buscado degradar a capacidade ofensiva de tais organizações, promovendo ofensivas aéreas e operações de forças especiais em todo o território iraquiano.

Mais poderoso entre os grupos pró-Irã na região, o Kata’ib Hezbollah denunciou uma série de ataques contra suas bases e membros nos últimos tempos, com explosões sendo registradas nas províncias de Babil e Ambar. Também houve explosões de autoria desconhecida que imobilizaram os sistemas iraquianos de radar que monitoram o tráfego aéreo do país.

““Seria crível imaginar que serviços de inteligência de Israel estão por trás dos episódios”, afirmaram dois ex-altos oficiais israelenses.”

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no sábado, 28 de fevereiro, quando os aliados promoveram um ataque massivo contra diversas regiões no território iraniano. Uma das ofensivas resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e de diversas figuras na cúpula militar da nação persa. Em retaliação, Teerã bombardeou pelo menos nove países diferentes no Oriente Médio, buscando atingir bases militares e embaixadas americanas na região.

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