O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, um local atingido por um ataque de míssil iraniano na cidade de Beersheba, no sul de Israel. Durante a visita, ele prometeu concluir ‘todas as missões’. O ataque ocorreu na segunda-feira, 2 de março, e resultou em ferimentos leves em 19 pessoas.
Em pé na borda de uma cratera deixada pelo ataque, Netanyahu declarou que Israel estava atacando o regime iraniano e o Hezbollah no Líbano. Ele elogiou a resiliência dos civis diante dos ataques com mísseis e foguetes.
Nesta mesma sexta-feira, Israel informou que 50 de seus aviões de guerra atingiram um bunker sob o complexo do Líder Supremo Ali Khamenei em Teerã, que ainda estava sendo utilizado pela liderança iraniana após a morte de Khamenei. Além disso, os militares bombardearam a capital libanesa, Beirute, após ordenarem uma evacuação sem precedentes de todos os subúrbios do sul da cidade, marcando uma grande expansão da guerra.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado, 28 de fevereiro, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a ‘ofensiva mais pesada’ da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um ‘direito e dever legítimo’.
Em resposta, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã, afirmando: ‘é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista’. Os ataques entre as partes continuam, com Trump afirmando que os ataques contra o Irã vão prosseguir ‘ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo!’

