O Governo de São Paulo se reuniu com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para discutir a aplicação dos recursos do empréstimo destinado ao Programa SuperAção SP. O encontro, denominado “Missão SuperAção: Análise de Operação”, marcou o início de um processo técnico para o uso eficiente dos recursos no combate à pobreza no estado.
A secretária de Desenvolvimento e Assistência Social do Estado de São Paulo (SEDS), Andrezza Rosalém, destacou que a parceria representa um avanço na política pública paulista.
““O SuperAção SP não é apenas um programa de assistência, é uma engrenagem de transformação social desenhada para gerar autonomia. O aporte do BID chega para dar a musculatura necessária aos investimentos estruturantes, permitindo que o estado chegue mais longe e com mais precisão. Estamos unindo a expertise técnica internacional com o nosso olhar atento às necessidades locais para garantir que cada centavo se transforme em oportunidade real para as famílias. É gestão com propósito e foco absoluto em resultados que mudam vidas”,”
afirmou a secretária.
Durante o encontro, um dos principais tópicos discutidos foi a ampliação da infraestrutura de atendimento, com ênfase na expansão dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Para viabilizar as obras, foi definida uma divisão clara de responsabilidades: a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) atuará como subexecutora das obras, enquanto a SEDS supervisionará todo o processo e será responsável pelas aquisições de equipamentos, serviços e tecnologia.
A escolha da CDHU se justifica por sua experiência em execução de infraestrutura, área que não faz parte do escopo operacional da SEDS. Para detalhar a execução desse trabalho, uma reunião entre SEDS e CDHU está agendada para esta semana.
O empréstimo do BID visa ações estruturantes que ampliam a capacidade e o alcance do programa de forma duradoura, embora a maior parte dos recursos do Programa SuperAção SP seja pública. Entre os itens discutidos está a manutenção da plataforma digital Sigma, cujo custo é coberto pelo orçamento estadual, e a possível ampliação dos recursos destinados às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) parceiras, que contratam, capacitam e supervisionam os agentes e supervisores do programa.
Com a formação que se encerra nesta sexta-feira (6), o SuperAção SP contará com mais 213 profissionais em campo, sendo 200 agentes e 13 supervisores, distribuídos por 39 municípios paulistas. Cada agente acompanha até 20 famílias de forma individualizada, utilizando o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), ferramenta elogiada pelo BID como um dos pontos mais sólidos e promissores do programa.
Atualmente, o SuperAção SP está presente em 48 municípios do estado e tem como meta de longo prazo alcançar todos os municípios paulistas, conforme os objetivos de superação da pobreza forem sendo cumpridos. O programa conta com respaldo no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo sustentação legal e financeira para essa expansão. O empréstimo do BID serve como lastro para viabilizar esse crescimento de forma planejada e responsável.

