O I Tribunal do Júri da Capital condenou, na quinta-feira (5), Fábio de Oliveira Junior a 22 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Bruno Alves da Silva. O crime ocorreu na madrugada do dia 4 de setembro de 2022, dentro de um bar na Rua Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Segundo a denúncia, o bar estava cheio de frequentadores quando Fábio, conhecido como ‘Sapinho’, disparou várias vezes com uma pistola semiautomática contra Bruno após uma discussão. A justiça considerou que os tiros colocaram em risco diversas pessoas, incluindo a esposa da vítima, o que contribuiu para o aumento da pena.
Outros dois denunciados pelo crime ainda serão levados a júri popular. Um deles é acusado de iniciar a discussão e incitar o crime, enquanto o outro teria fornecido a arma a Fábio. Fábio foi preso em outubro de 2022, em Maricá, na Região dos Lagos, por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Imagens de câmeras de segurança do Bar e Restaurante Praticitá mostram a confusão. Bruno, conhecido como ‘Gêmeos’ ou ‘Boy Play’, foi morto a tiros após uma discussão com Fábio, que disparou pelo menos oito vezes contra a vítima, sendo cinco tiros enquanto Bruno já estava caído no chão. A polícia acredita que os dois tinham conflitos anteriores.
A arma utilizada no crime estaria escondida na bolsa da namorada de Fábio. As imagens mostram Fábio e um grupo de amigos no interior do bar, onde ele faz o sinal de armas com as mãos ao conversar com outro homem. Por volta de 0h30, Fábio e amigos se dirigem a Bruno e iniciam uma discussão, que culmina em empurrões e um soco forte desferido por Bruno em Fábio, que cai no chão.
A confusão se intensifica, com cadeiras e garrafas sendo arremessadas. Em seguida, Fábio aparece armado, recebendo a arma de Johnny Medina Silveira, e dispara à queima-roupa contra Bruno, que estava acompanhado por outras pessoas na área externa do bar. A namorada da vítima, Fabiana, ficou entre os dois e quase foi baleada.
Testemunhas relataram que Fábio retornou ao local e gritou para a companheira de Bruno: ‘Fui eu que matei’. O caso permanece sob investigação na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A investigação também revelou que Bruno tinha antecedentes criminais, incluindo estelionato com golpe de cartão de crédito.

