Petróleo sobe até 35% na primeira semana de guerra entre EUA e Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os preços do petróleo aumentaram significativamente na primeira semana do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã. Os contratos mais líquidos da commodity subiram até 35%, à medida que a crise na região se intensifica.

O barril do petróleo Brent, referência internacional negociada na ICE (International Commodities Exchange), fechou com alta de 8,52%, cotado a US$ 92,69. No acumulado da primeira semana de guerra, o preço do Brent registrou um ganho de 27,2%. O WTI (West Texas Intermediate), referência dos EUA, encerrou o dia em US$ 90,90, com uma alta de 12,21%, representando um aumento semanal de 35,63% em relação ao fechamento da última sexta-feira (27), antes do início do conflito.

João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, comentou sobre a situação: ‘Com a expectativa do mercado de que a guerra entre EUA e Irã pode se prolongar, e com o Estreito de Ormuz aparentemente travado, por onde passa 20% do petróleo do mundo, em 100 dias, se a situação não for revertida, poderemos ter queda significativa nos estoques globais.’

Após uma semana de conflito sem sinais de apaziguamento e com o Estreito de Ormuz bloqueado, o mercado já precifica o risco de falta de petróleo, segundo analistas. Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, afirmou: ‘Isso acontece principalmente porque o mercado não reage apenas ao que já aconteceu, mas principalmente ao risco do que pode acontecer com a oferta global, o risco futuro, que está cada vez mais próximo, que mais assusta.’

Ela acrescentou: ‘Quando o Estreito de Ormuz entra em risco, com o tráfego comercial pelo canal praticamente interrompido, o mercado de petróleo inteiro entra em alerta.’

Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destacou que ‘hoje os mercados globais operaram com mais aversão a risco, refletindo principalmente as tensões envolvendo o Irã e possíveis retaliações contra outros países. Esse cenário impulsiona uma forte alta do petróleo, o que reacende preocupações com inflação global.’

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