Menina de 7 anos relata assédio em banheiro de escola em Niterói

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Uma menina de 7 anos relatou ter sido assediada no banheiro da escola onde estuda, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu na segunda-feira, 2 de março de 2026.

A mãe da criança, Letícia Martins, compartilhou em um vídeo nas redes sociais que a filha chegou em casa “assustada, com os olhinhos arregalados”. A Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói está investigando o caso.

A Secretaria Municipal de Educação de Niterói informou que abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. Letícia contou que a filha a procurou assim que chegou da escola e explicou que foi ao banheiro durante a aula, onde foi abordada por um homem.

Segundo o relato da menina, o homem pressionou a porta da cabine onde ela estava, tentando forçar a entrada. A criança pediu que ele esperasse enquanto terminava de “fazer suas necessidades”, mas o homem insistiu que não sairia dali até que ela abrisse a porta.

Quando a menina se destrancou, encontrou o homem com as genitálias à mostra. Ele estava vestido com um casaco preto e com o rosto coberto. “Mamãe, eu botei a mão no meu rosto porque eu sei que eu não posso ver aquilo”, disse a criança.

A menina tentou sair do banheiro, mas o homem a impediu enquanto tocava suas partes íntimas. Ele ainda pediu que ela não contasse a ninguém o que havia acontecido. “Eu fiquei com medo de gritar e ele botar a mão na minha boca ou então me enforcar e eu morrer”, relatou a garota.

A criança conseguiu perceber que o homem não era velho, pois não tinha a pele enrrugada. Ela também notou que ele usava um tênis da Nike e tinha uma tatuagem de leão na mão, além de algumas letras nos dedos. Letícia informou que a filha conseguiu sair do banheiro, mesmo com a insistência do homem.

Ao chegar na sala de aula, a menina contou a uma amiga o que havia ocorrido, que imediatamente relatou à professora. No entanto, a educadora não deu importância ao relato e continuou com a aula normalmente. Letícia afirmou que a filha não conseguiu dormir e que ela mesma também está sem dormir desde a segunda-feira, pois a criança teve uma crise de pânico.

A mãe levou a menina a um hospital no mesmo dia, onde a criança foi encaminhada para atendimento psicológico. A equipe médica orientou Letícia a procurar o Conselho Tutelar.

“A Secretaria de Educação de Niterói afirmou: “A Secretaria de Educação acompanha o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar. A Secretaria orientou a diretora da escola envolvida a dar prioridade total ao acompanhamento e à apuração do caso.””

A Secretaria também disponibilizou atendimento psicológico à estudante e sua família. Além disso, será instaurado um procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta, assegurando o devido processo de defesa e a aplicação das medidas cabíveis, conforme o resultado da apuração.

“A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e seguirá colaborando integralmente com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento do caso.”

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