Uma mobilização nacional das forças de segurança resultou na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência contra mulheres em todos os estados do Brasil.
As prisões ocorreram durante duas operações coordenadas pelo governo federal, parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou a ação como “a maior da história contra o feminicídio”.
Segundo a ministra, a “mobilização é parte de uma estratégia de estado para enfrentar um ciclo de violência”. A maior parte das prisões ocorreu durante a Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, que prendeu 4.936 homens, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 por cumprimento de mandados judiciais ou por descumprimento de medidas protetivas de urgência.
A operação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mobilizando 38.564 agentes com apoio de 14.796 viaturas em 2.050 municípios. Foram realizadas 42.339 diligências, acompanhadas 18.002 medidas protetivas de urgência e 24.337 vítimas receberam atendimento.
Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, explicou: “Nos anos de 2025 e 2024, houve uma redução significativa do homicídio, mas o feminicídio aumentou. Por isso, o presidente Lula lançou o Pacto”.
Paralelamente, a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), entre os dias 9 de fevereiro e 5 de março, registrou 302 ocorrências nas rodovias em todo o território nacional, envolvendo prisões em flagrante e cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra a mulher.
As operações integram a estratégia nacional de enfrentamento à violência de gênero prevista no Pacto Brasil entre os Três Poderes, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.


