A defesa do motorista da carreta que colidiu com oito veículos em Chapecó, no dia 30 de janeiro, solicita um novo laudo pericial. O advogado criminalista Luiz Bratz, que representa Romário de Jesus de Camargo Ribas, de 31 anos, contesta a perícia da polícia que afirma que o veículo estava em estado de ‘conservação péssima’.
O advogado argumenta que o estado do veículo deteriorou-se após o acidente, o que pode ter influenciado a análise inicial. Romário está preso preventivamente desde o final de janeiro e é acusado de 20 tentativas de homicídio com dolo eventual, caracterizado quando se assume o risco de provocar mortes.
O Ministério Público também requer o pagamento de indenização por danos materiais no valor de R$ 971.370, além de danos morais de no mínimo R$ 100 mil para cada uma das 20 vítimas. O acidente deixou ao menos 10 feridos na Avenida Fernando Machado.
Antes da colisão, Romário acionou o Corpo de Bombeiros para controlar um princípio de incêndio na roda traseira da carreta em Xaxim, município a cerca de 20 quilômetros de Chapecó. Após chegar à cidade, o motorista parou o veículo, puxou o freio de mão e ligou para o dono da carga. No entanto, a carreta desceu desgovernada, resultando no acidente.
A defesa acredita que houve danos no sistema de freios do veículo, que havia sido adquirido há poucos meses. Tanto o semirreboque quanto o cavalo mecânico pertenciam a Romário, que estava dentro do caminhão no momento do ocorrido.
Após o acidente, Romário foi submetido a teste do bafômetro e exame toxicológico, sendo liberado em seguida. Natural de Bituruna, no Paraná, a família do motorista realiza campanhas de arrecadação de verbas na cidade para custear os honorários da defesa. Romário foi intimado no dia 5 de março para apresentar defesa prévia no prazo de dez dias, e seus advogados preparam um pedido de habeas corpus em Brasília, após uma solicitação anterior de soltura ter sido negada.

