Campo Limpo Paulista e mais 11 cidades da região de Campinas avançam em direção à universalização do saneamento com investimentos de R$ 5,4 bilhões até 2029. O projeto foi apresentado nesta sexta-feira (6) em Paulínia, interior de São Paulo.
Durante o evento, foram discutidos os investimentos já realizados e os projetos futuros. O principal desafio é o período entre 2026 e 2029, quando a Sabesp deve alcançar a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Desde a desestatização da companhia, mais de R$ 870,5 milhões foram aplicados em melhorias nos sistemas de saneamento.
Os avanços já são visíveis, com mais de 100 mil pessoas recebendo abastecimento de água e 220 mil incluídas no sistema de coleta e tratamento de esgoto na região. A Tarifa Social Paulista, que oferece descontos de até 78% para famílias vulneráveis, também cresceu, com mais de 61 mil novas famílias beneficiadas desde a desestatização, totalizando 88,7 mil.
““Esta é uma oportunidade de olharmos de perto o que cada território precisa e construirmos soluções em conjunto. Os moradores conhecem melhor do que ninguém as necessidades do município e queremos estar próximos para que esse trabalho dê certo”, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.”
A Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE 1) é responsável pelo acompanhamento do contrato de concessão da Sabesp, em parceria com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
No período da tarde, a secretária Natália Resende vistoriou as obras do Sistema Paiva Castro, que reforçará o abastecimento de água para Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. O projeto, que conta com investimento superior a R$ 170 milhões, prevê a construção de mais de 25 quilômetros de adutoras e uma estação elevatória de água bruta com capacidade de até 400 litros por segundo.
““A ampliação do sistema a partir da Represa Paiva Castro é fundamental para garantir mais segurança no abastecimento dessas cidades”, destacou Natália Resende.”
A conclusão das obras está prevista para janeiro de 2027 e deve beneficiar mais de 200 mil moradores, reduzindo a dependência do Rio Jundiaí em períodos de estiagem.

