Estudo revela defesa natural de Marte contra micróbios da Terra

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia publicaram um estudo que indica que Marte pode ter uma espécie de ‘defesa natural’ contra a contaminação por micróbios da Terra. Os experimentos realizados com solo que imita a composição do planeta vermelho mostram que certos compostos presentes no regolito podem prejudicar ou inibir organismos microscópicos.

O estudo sugere um paradoxo para futuras missões espaciais: as mesmas características químicas que tornam Marte hostil à vida também podem ajudar a evitar a contaminação por microrganismos terrestres, um risco considerado sério pelas agências espaciais.

No experimento, os cientistas utilizaram dois tipos de solo simulados, baseados em medições do Mars Curiosity Rover na cratera Gale. Um dos solos, chamado MGS-1, representa o solo típico de Marte, enquanto o outro, OUCM-1, imita material da região de Rocknest explorada pelo robô.

Os pesquisadores usaram tardígrados, organismos conhecidos por sua resistência a ambientes extremos, no experimento. Esses pequenos animais microscópicos, também chamados de ‘ursos-d’água’, são utilizados para testar como formas simples de vida poderiam reagir a ambientes extraterrestres.

Ao serem colocados no simulador MGS-1, os tardígrados mostraram sinais de estresse rapidamente. Em apenas dois dias, muitos deles entraram em estado de dormência. A pesquisa foi liderada pela microbiologista Corien Bakermans.

Os achados levantam questões sobre a habitabilidade do solo marciano e a proteção dos recursos do planeta. A pesquisa pode ter implicações significativas para futuras explorações em Marte.

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