Um desprendimento de rocha ocorreu na tarde desta sexta-feira (6) em Nossa Senhora das Graças, Córrego do Firme, na cidade de Afonso Cláudio, Região Serrana do Espírito Santo, resultando no soterramento de uma residência.
Um morador que estava na casa conseguiu escapar a tempo. Uma agente da Defesa Civil local informou nas redes sociais que o desprendimento da placa rochosa, que levantou um pó cinza, pode ter sido causado pela água que corre por dentro da rocha. Após a queda, ainda era possível ouvir estalos, indicando a possibilidade de novos desabamentos.
O prefeito de Afonso Cláudio, Luciano Pimenta (PP), confirmou que, após monitoramento com drones, foi constatado o risco de nova separação de fragmentos rochosos. O local foi totalmente isolado e as famílias que residem nas proximidades foram deslocadas para as casas de familiares.
Segundo Pimenta, não havia alertas prévios sobre a possibilidade do desplacamento. “Fomos todos pegos de surpresa. Graças a Deus, ninguém teve ferimentos graves”, afirmou. O único ferido foi o morador que conseguiu deixar a casa soterrada, que teve um dedo quebrado.
A Defesa Civil e a prefeitura continuarão monitorando a região e prestando apoio aos moradores. “Vamos continuar dando apoio aos moradores daquele local que estão abrigados nas casas de familiares e monitorando para que futuramente essas famílias possam retornar para suas casas com segurança”, disse Pimenta.
Em um incidente anterior, parte de uma pedra desabou e destruiu uma área de plantação de café em Iúna, no Sul do Espírito Santo, no início do ano passado. Um vídeo feito por um morador mostrou o deslocamento da rocha e o pó cinza que cobriu as plantas. O engenheiro geólogo José Alves explicou que o deslocamento das pedras é um fenômeno natural que pode ocorrer devido à diferença de temperatura.
Alves também comentou sobre técnicas para controlar deslizamentos, como a instalação de estruturas de contenção abaixo das rochas. “Telhas, muros de metal com rocha podem proteger as pessoas que vivem por ali”, destacou.

