Uma investigação revelou que os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e Israel no Irã causaram danos a locais civis, além de atingir a infraestrutura de segurança. Os ataques afetaram áreas próximas a hospitais, conforme constatado em Teerã.
A investigação encontrou uma cratera de impacto com pelo menos 12 metros de largura nos escritórios da emissora estatal iraniana IRIB. Imagens de satélite indicam que o diâmetro da cratera é compatível com o das deixadas por bombas de 900 kg (2.000 libras). Essas bombas, ao serem detonadas, espalham fragmentos de metal incandescente que podem ser letais a até 300 metros de distância. A cratera está localizada a apenas 30 metros do Hospital Gandhi.
Vídeos verificados após o ataque mostram vidros estilhaçados, paredes desabadas e a evacuação de pacientes, incluindo bebês. Além disso, imagens de satélite revelaram a destruição de uma torre de comunicações no complexo de radiodifusão. Wes Bryant, ex-controlador aéreo tático das forças especiais americanas, afirmou que “não há como isso não ter sido pelo menos algo equivalente a uma bomba de 900 quilos”.
Os ataques também atingiram a sede da polícia, resultando na destruição de edifícios, conforme evidenciado por imagens de satélite. Danos em vários hospitais nas proximidades foram registrados. Bryant avaliou que isso sugere o uso de múltiplas munições com uma carga útil de 227 kg (500 libras) ou menos.
Na quinta-feira (5), a Organização Mundial da Saúde confirmou ter verificado 13 ataques contra instalações de saúde iranianas. Uma escola no sul do Irã foi atingida diretamente, resultando na morte de mais de 160 alunos e funcionários. Essa escola está localizada a cerca de 60 metros de uma base militar iraniana, que também foi alvo dos ataques.
Um ginásio na província de Fars também foi atingido, com cerca de 20 jogadores de vôlei presentes no momento do ataque. O alvo não foi identificado, mas uma delegacia de polícia está nas proximidades. A CNN entrou em contato com os militares dos EUA e de Israel para comentar sobre os ataques e as medidas para evitar danos a civis.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após essa declaração, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump advertiu o Irã contra ataques retaliatórios, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Os ataques entre as partes continuam.

