PF investiga aplicação de R$ 390 milhões da Amazonprev em bancos privados

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

A Polícia Federal (PF) investiga se funcionários da AmazonPrev receberam propina para aplicar recursos no Banco Master. A investigação revela que a previdência estadual aplicou R$ 390 milhões em letras financeiras de quatro bancos privados entre junho e setembro de 2024, sem a devida análise ou fiscalização.

Desse total, R$ 50 milhões foram direcionados ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A PF apura a conduta de três servidores da Amazonprev, identificados como Claudinei Soares, coordenador do comitê de investimentos na época; Cláudio Marins de Melo, então diretor de administração e finanças; e André Luis Bentes de Souza, então diretor de previdência, por suspeitas de gestão temerária e corrupção.

A Justiça já afastou os três servidores de suas funções por 90 dias. De acordo com a PF, eles foram responsáveis pelas aplicações financeiras suspeitas e a investigação busca descobrir quem autorizou essas movimentações. Durante o período em que a Amazonprev realizou os aportes, uma locadora de veículos depositou R$ 600 mil via Pix nas contas dos servidores.

A Amazonprev afirmou que está colaborando com as investigações. O Jornal Nacional não conseguiu localizar a defesa dos funcionários mencionados na reportagem.

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