Donald Trump declarou que o único acordo possível com o Irã é a rendição total. A afirmação ocorreu no sétimo dia do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou no dia 28 de fevereiro de 2026.
Israel intensificou os ataques contra a Guarda Revolucionária do Irã e o grupo Hezbollah, no Líbano. O governo israelense informou que 50 aviões bombardearam um bunker relacionado ao aiatolá Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia do conflito. O bunker ainda estava sendo utilizado pela liderança iraniana.
As forças de defesa de Israel divulgaram uma animação do complexo, que ocupava vários quarteirões em Teerã e possuía diversos pontos de entrada e saída. Os militares israelenses afirmaram que a ofensiva atingiu 400 alvos apenas nesta sexta-feira, mas a Guarda Revolucionária ainda teria entre 100 e 200 lançadores de mísseis.
Em Teerã, iranianos se reuniram para as orações de sexta-feira, muitos com cartazes de Ali Khamenei. O clima era de luto e mobilização. A ONU pediu uma investigação sobre o ataque à escola de meninas em Minab, que resultou na morte de mais de 160 crianças. Fontes americanas indicaram que o bombardeio pode ter sido realizado por forças americanas, mas a investigação ainda não foi concluída.
O governo iraniano afirmou que drones atacaram o porta-aviões americano Abraham Lincoln, no Golfo de Omã, o que foi negado pelo Pentágono. No Líbano, explosões atingiram os subúrbios ao sul de Beirute, após Israel ordenar uma evacuação da região, considerada reduto do Hezbollah. O governo libanês reportou mais de 200 mortes, enquanto Israel afirmou ter eliminado 70 integrantes do Hezbollah.
Quase 100 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas no Líbano, segundo a agência da ONU para refugiados. O Hezbollah respondeu com foguetes contra posições militares israelenses. O jornal americano “Washington Post” relatou que a Rússia estaria fornecendo informações de inteligência ao Irã desde o início da guerra, mas o porta-voz do Kremlin não comentou a reportagem.
Os ataques iranianos também atingiram países vizinhos, com explosões registradas no Kuwait e a Arábia Saudita interceptando um míssil. O conflito fez o preço do petróleo subir, com o barril do tipo Brent passando de US$ 90. O ministro da Energia do Catar alertou que a situação pode levar o preço do barril a US$ 150, afetando a economia mundial.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mencionou que alguns países tentam reabrir o diálogo entre o Irã e os Estados Unidos. Contudo, Trump reiterou em redes sociais que a única solução é a rendição total do Irã e a escolha de um novo líder que seja aceitável. Em entrevista, Trump afirmou que não se importa se o próximo líder será democrático, desde que trate bem os Estados Unidos, Israel e os vizinhos no Oriente Médio.
Os líderes da Itália, França, Alemanha e Reino Unido discutiram a escalada da guerra e consideraram a proposta do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de compartilhar experiências na interceptação de drones.

