EUA retomam relações diplomáticas com a Venezuela durante guerra com o Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os Estados Unidos retomaram as relações diplomáticas com a Venezuela em meio à guerra no Oriente Médio. O anúncio ocorreu após uma visita de dois dias de uma delegação da Casa Branca ao país sul-americano.

A delegação foi liderada pelo secretário do Interior, Doug Burgum, e contou com a participação de mais de 30 empresários americanos dos setores de petróleo, gás e mineração. Jarrod Agen, diretor do Conselho Nacional de Domínio Energético da Casa Branca, organizou a visita e elogiou os esforços da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para atrair investimentos estrangeiros.

“”A Delcy indicou que também queria avançar no ritmo de Donald Trump”, disse Agen.”

As relações entre os dois países estavam rompidas desde 2019, quando Trump reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como presidente. No comunicado sobre a retomada das relações, o governo venezuelano destacou o respeito mútuo, a cooperação e a igualdade soberana.

O Departamento de Estado americano afirmou que o foco é apoiar a recuperação econômica da Venezuela e ajudar os venezuelanos a criar condições para uma transição pacífica rumo a um governo democraticamente eleito.

Desde o início da guerra contra o Irã, Trump indicou que pretende aplicar o mesmo modelo da Venezuela no Oriente Médio. Após a captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026, o governo venezuelano começou a enviar milhões de barris de petróleo para os Estados Unidos.

Transformar os Estados Unidos em líder global no mercado de energia foi uma promessa de campanha de Trump, que acredita que isso ajudará a reduzir os preços dos combustíveis para os consumidores americanos.

O Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo, atrás apenas da Venezuela e da Arábia Saudita. O professor de economia da Universidade de Tufts, Steve Cicala, lembrou que Trump defende há anos que os Estados Unidos deveriam tomar o petróleo iraniano, desde a crise dos reféns no Irã, no início da década de 1980.

““Nenhum país, por mais poderoso que seja, tem o poder de se isolar dos choques de demanda e oferta globais”, ressaltou Cicala.”

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