Presidenciáveis discutem segurança e privatizações em debate em São Paulo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No dia 6 de março de 2026, o PSD, partido de Gilberto Kassab, iniciou uma série de agendas em São Paulo com três pré-candidatos à Presidência da República: Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Junior. Durante um debate na capital paulista, os temas abordados incluíram segurança pública, bem-estar social e privatizações.

Os três pré-candidatos se posicionam como opções da direita ou centro-direita, mas ainda não há confirmação oficial sobre quem será o candidato do PSD. Kassab comentou que a decisão pode ser anunciada antes do prazo legal de 15 de abril. ‘O limite é 15 de abril, mas pode ser amanhã, semana que vem ou daqui quinze dias’, afirmou.

Sobre segurança pública, os governadores defenderam o endurecimento das leis contra a violência e uma maior atuação dos estados. Ratinho Junior propôs uma emenda constitucional para dar aos estados a autoridade de legislar sobre crimes contra a vida. ‘Eu (se fosse presidente do Brasil) encaminharia uma emenda constitucional muito simples’, disse.

Ronaldo Caiado afirmou que, se eleito, priorizaria a mesma gestão que teve como governador, destacando que ‘o Estado não se ajoelha para o crime’. Eduardo Leite ressaltou que a segurança pública deve ser liderada pelo presidente da República, afirmando que ‘não adianta dizer que vai escolher Ministério, o presidente tem que puxar para si’.

Em relação ao bem-estar social, Caiado criticou a escala 6×1, associando-a ao governo do PT e questionando a capacidade orçamentária para implementá-la. Leite, por sua vez, sugeriu que o foco deve ser nas novas gerações e na reestruturação dos programas sociais. ‘Temos que libertar essa nova geração que está vindo’, disse Ratinho Junior.

Sobre a eficiência estatal, Ratinho Junior criticou a quantidade de ministérios e defendeu a reforma administrativa. Caiado concordou, afirmando que ‘não temos outra saída que não seja essa’. Eduardo Leite também criticou os supersalários e defendeu a implementação de um teto rígido para os salários públicos.

Na questão das privatizações, Leite afirmou que tudo que pode ser feito pela iniciativa privada deve ser realizado dessa forma. Ratinho Junior apoiou a modernização da máquina pública, afirmando que a resistência à iniciativa privada no setor público é uma questão de interesses pessoais.

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