Fávaro comenta impactos do conflito no Irã sobre o agronegócio brasileiro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que é necessário cautela ao avaliar os impactos do conflito no Irã sobre o agronegócio brasileiro. Em declarações a jornalistas, ele destacou que ‘não precisamos criar pavor’. O Irã é um importante parceiro comercial, sendo o maior comprador de milho do Brasil.

Fávaro ressaltou que o Brasil depende de nitrogenados importados, o que pode afetar o custo de produção. Apesar de já haver temor no mercado, ele pediu cautela. ‘Os produtores que estão agora plantando a segunda safra de milho já compraram seus insumos’, explicou.

Questionado sobre a necessidade de ações governamentais em apoio aos produtores, Fávaro afirmou que ainda não é o momento. ‘Para a safra de verão, que será implementada a partir de setembro, temos um tempo ainda para comprar os insumos’, observou.

O ministro expressou tristeza pelo conflito e desejou que a guerra termine o mais rápido possível. Além disso, Fávaro comentou sobre a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia pelo Congresso Nacional, que permitirá o início do fluxo comercial com tarifas reduzidas a partir de 1º de maio.

Ele destacou que o acordo representa o maior bloco comercial do mundo e foi resultado de 26 anos de negociações. A implementação do acordo ocorrerá no mês seguinte à conclusão dos trâmites internos de validação, conforme informações divulgadas pelo governo brasileiro após a assinatura do pacto em 17 de janeiro.

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