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Segurança

Subtenente do Corpo de Bombeiros é suspeito de feminicídio em Ponta Porã

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 06:00
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, suspeito de matar a esposa Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, com golpes de martelo em Ponta Porã, pode ser excluído da corporação. A informação foi confirmada pelo comandante do Corpo de Bombeiros no município, major Thiago Teruya.

Segundo o comandante, o comando local e o comando-geral, em Campo Grande, iniciaram os procedimentos para abrir um conselho de disciplina, que pode resultar na exclusão do militar. Elianderson foi transferido para o Presídio Militar Estadual (PME), em Campo Grande, onde está preso desde a noite de quinta-feira (5).

“Informamos ainda que a nossa escolta só conseguiu apresentar o militar no PME na quinta-feira à noite, pois esse militar precisou passar por cirurgia e aguardar a alta médica”, afirmou o comandante.

A enfermeira Liliane de Souza Bonfim morreu nesta sexta-feira (6), três dias após ser agredida pelo marido. O ataque ocorreu na terça-feira (3) e ela estava internada em estado grave no Hospital da Vida, em Dourados. Liliane é a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026.

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Durante as agressões, dois dos três filhos do casal, de 17 e 15 anos, também foram atingidos. O filho mais novo, de 11 anos, presenciou a situação, mas não ficou ferido. De acordo com a polícia, os três filhos têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Antes do ataque, Liliane pediu que os filhos corressem para fora da casa. Eles saíram e pediram ajuda na rua. Testemunhas entraram na residência e viram o militar agredindo a esposa com um martelo. Moradores tentaram impedir as agressões, mas o suspeito fugiu pulando muros de casas vizinhas e quebrou o tornozelo durante a fuga.

Populares perseguiram Elianderson e conseguiram detê-lo até a chegada da polícia. Ele foi preso em flagrante e levado para o Hospital Regional de Ponta Porã, onde ficou internado sob escolta. Na quinta-feira (5), ele voltou a ser hospitalizado e a audiência de custódia foi cancelada, devido aos ferimentos que sofreu ao tentar fugir.

Em depoimento, a filha mais velha, de 17 anos, contou que percebeu que o pai estava armado com uma marreta e ouviu a mãe gritar: “Abre a porta e foge”. A adolescente relatou que o pai chegou do plantão, fechou portas e janelas da casa, recolheu os celulares dos filhos e esperou a esposa voltar do trabalho. “Quando a mãe chegou, ele disse imediatamente ‘vamos pro quarto’. A mãe negou porque percebeu que tinha alguma coisa errada”, afirmou o delegado Rodrigo Inojosa.

As agressões começaram antes que as crianças conseguissem sair da casa. Dois dos filhos foram atingidos, incluindo a adolescente, que levou dois golpes na cabeça. Testemunhas disseram que as crianças estavam com sangue no rosto e que o homem estava ao lado da mulher, segurando a marreta, enquanto ela estava caída no chão. A Polícia Civil informou que o subtenente foi autuado por tentativa de feminicídio e que será solicitada a prisão preventiva.

TAGGED:Corpo de BombeirosElianderson DuarteFeminicídioLiliane de Souza Bonfim DuarteMato Grosso do SulPolícia CivilPonta PorãRodrigo InojosaThiago Teruya
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