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Delegada Adriana Pavarina fala sobre liderança feminina na polícia

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A delegada de Polícia Civil do estado de São Paulo, Adriana Ribeiro Pavarina Franco, de 42 anos, lidera a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) em Presidente Prudente. Sua trajetória é marcada pelo compromisso em proteger vidas e combater o tráfico de drogas.

Adriana começou sua carreira policial aos 23 anos, após se formar em direito. Ela ficou em primeiro lugar no concurso para delegado, tornando-se a delegada mais jovem do estado na época. “Desde o início, precisei provar competência em dobro: pela idade e por ser mulher”, afirmou.

A delegada destacou que, na polícia, a capacidade do homem é presumida, enquanto a da mulher precisa ser provada. “Nunca permiti que isso me desmotivasse. Transformei cada desafio em combustível para trabalhar com excelência técnica e postura firme”, disse.

Adriana atuou por quase 12 anos na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde lidou com questões de violência doméstica. “O tráfico de drogas financia outras modalidades criminosas e destrói famílias. Atuar na repressão aos entorpecentes é proteger vidas antes que a violência se consolide”, completou.

Ela enfatizou que sua posição de liderança representa responsabilidade e representatividade. “Quando uma mulher ocupa um espaço de liderança na segurança pública, ela simboliza a possibilidade real de outras mulheres também chegarem”, afirmou.

Adriana acredita que a presença feminina na segurança pública é uma realidade crescente, embora ainda existam barreiras. “O machismo estrutural não desaparece de uma geração para outra. Mas avançamos muito, e avançamos porque mulheres decidiram não esmorecer”, comentou.

Ela também ressaltou a importância do equilíbrio emocional e do propósito no trabalho. “Quando sabemos por que fazemos o que fazemos, conseguimos suportar o peso das decisões difíceis e das situações mais delicadas”, disse.

Em relação ao Dia Internacional da Mulher, Adriana considera a data um marco de reflexão sobre igualdade e respeito. “Essa data simboliza resistência, conquista e continuidade da luta por reconhecimento baseado em mérito”, afirmou.

Por fim, a delegada deixou uma mensagem às mulheres: “Nunca permitam que o mundo defina os limites dos seus sonhos. A mulher pode ser tudo o que ela quiser. Pode ser líder, autoridade, referência. E, quando uma mulher ocupa o espaço que escolheu, ela abre caminho para muitas outras que virão depois dela”.

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