Guerra no Oriente Médio completa 8 dias; atualizações sobre o conflito

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã há uma semana, resultando em um conflito mais amplo no Oriente Médio. A situação, segundo as Nações Unidas, pode sair do controle. Moradores no Líbano e no Irã estão sendo deslocados em massa devido aos bombardeios constantes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que não haverá acordo com o Irã, exceto por uma “rendição incondicional”, sem especificar exigências. Ele também afirmou que não se preocupa com a possibilidade do Irã se tornar um estado democrático, desde que o novo líder trate bem os EUA e Israel.

““A situação pode sair do controle de qualquer pessoa”, alertou o chefe da ONU, pedindo negociações diplomáticas sérias para encerrar os combates.”

Israel lançou uma “onda de ataques em larga escala” contra o Irã, com imagens mostrando o aeroporto Mehrabad em Teerã em chamas. Os EUA atingiram mais de 3.000 alvos no Irã na última semana, resultando em mais de 1.230 mortes, incluindo crianças, segundo a mídia estatal iraniana.

Moradores iranianos vivem em constante terror, com ruas desertas e um apagão da internet dificultando o acesso a informações. No Líbano, Israel bombardeou Beirute, alegando atacar centros de comando do Hezbollah, resultando em mais de 200 mortos e quase 800 feridos, segundo a mídia estatal libanesa.

Dois soldados ganenses da missão de paz da ONU no Líbano ficaram gravemente feridos após serem atingidos por mísseis. As ordens de evacuação em larga escala no Líbano deslocaram quase meio milhão de pessoas, com cerca de 100 mil em abrigos governamentais.

Na região, o Irã e o Líbano retaliam os ataques israelenses. Oito soldados israelenses ficaram feridos por disparos do Hezbollah. Um drone explodiu perto de um hotel em Erbil, no Curdistão iraquiano, após alertas da Embaixada dos EUA sobre possíveis alvos de milícias pró-Irã.

A Arábia Saudita interceptou drones e mísseis iranianos, enquanto sirenes soaram no Bahrein. O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também enfrentaram ataques iranianos, condenando as ações do Irã e evitando que os EUA usassem seu território para lançamentos de ataques.

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