A cidade de Hannover, na Alemanha, sediará a Hannover Messe, a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, de 20 a 24 de abril de 2026. O Brasil foi escolhido como país parceiro do evento, que reunirá representantes de centenas de países.
Esta é a segunda vez que o Brasil ocupa esse status, sendo a primeira em 1980, quando a prática de escolher países parceiros foi iniciada. A feira contará com mais de dez pavilhões, onde expositores e representantes poderão trocar informações, apresentar tecnologias e fechar negócios.
A Deutsche Messe AG, organizadora do evento, espera a presença de 123 mil pessoas e 3,5 mil expositores de 60 países. Entre as empresas participantes estão Amazon Web Services (AWS), Bosch, Siemens, SAP, Microsoft, Huawei e Accenture.
A Hannover Messe abordará temas como inteligência artificial (IA), robótica, automação, digitalização, defesa e descarbonização, com foco em energia limpa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença na feira.
Com a parceria, o Brasil terá 2,7 mil metros quadrados de pavilhões. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) organiza a participação do país, que contará com 140 expositores e uma delegação de 300 empresas, incluindo a Embraer e a WEG.
O CEO da Deutsche Messe AG, Jochen Köckler, destacou que o Brasil foi escolhido por ser a maior economia da América do Sul, com empresas bem desenvolvidas e um ambiente favorável para negócios. Ele mencionou que o Brasil é forte em energias renováveis e possui uma população jovem que busca oportunidades.
A ApexBrasil também atuou na capacitação de pequenas empresas e na infraestrutura para os expositores. O diretor de operações da ApexBrasil Europa, Alex Figueiredo, ressaltou a importância da feira para ampliar a imagem do Brasil no exterior, além de destacar o protagonismo do país na transição energética e na produção de biocombustíveis.
O embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, apresentou o país como uma democracia estável e uma economia emergente, enfatizando a criatividade da indústria brasileira e sua capacidade de encontrar soluções tecnológicas.

