O programa Baixada em Pauta recebeu Daniel Lara, fundador da CaliCultural, para discutir a influência do intercâmbio no futuro acadêmico e profissional de jovens brasileiros. O episódio abordou como a busca por experiências internacionais se tornou parte do planejamento educacional, especialmente para aqueles que desejam estudar fora.
Na Baixada Santista, o intercâmbio deixou de ser um sonho distante e passou a ser visto como uma etapa real na formação de adolescentes. Daniel destacou que o interesse por programas de high school, summer camps e bolsas esportivas cresce a cada ano na região. Ele enfatizou que essa decisão envolve mais responsabilidade do que apenas escolher um país ou uma escola.
““O intercâmbio ele é justamente tirar você da zona de conforto”,”
disse Daniel, ressaltando que a vivência fora do Brasil não pode ser substituída por aulas online. Para ele, o amadurecimento emocional e a convivência com culturas diferentes são tão importantes quanto aprender um novo idioma. Ele também observou que muitos pais ainda veem o intercâmbio como uma viagem de lazer, quando na verdade é uma atividade educacional.
““Intercâmbio é uma atividade educacional, não é um programa de lazer”,”
afirmou. A CaliCultural oferece consultoria completa, análise de perfil e suporte psicológico antes, durante e após a viagem.
Sobre a idade de entrada nos programas, Daniel explicou que em São Paulo, crianças de 9 anos já são enviadas para summer camps, embora a média seja a partir dos 12 anos. Na Baixada Santista, o movimento geralmente começa entre 14 e 15 anos. Ele também destacou que o intercâmbio não é exclusivo para famílias de alta renda, com programas a partir de R$ 50 mil por semestre e custos mensais entre 300 e 500 dólares.
Daniel mencionou que existem alternativas mais acessíveis, como o programa de au pair e cursos curtos de idiomas, e enfatizou a importância de planejar cedo. A escolha do destino também é crucial, com Canadá e Nova Zelândia sendo preferidos para o ensino médio, enquanto os Estados Unidos são mais procurados para a fase universitária.
Ele explicou que fatores como segurança, acolhimento e estabilidade política influenciam na escolha do destino. A consultoria ajuda as famílias a evitarem regiões com riscos maiores e a escolherem cidades adequadas ao perfil do jovem.
Durante a conversa, Daniel também abordou a importância da saúde mental no processo de intercâmbio, destacando que muitos jovens enfrentam dificuldades de socialização e dependência emocional da família. A empresa se dedica a preparar estudantes e pais antes da viagem e a acompanhar o bem-estar do jovem nos primeiros meses.
Por fim, Daniel afirmou que o intercâmbio não transforma apenas quem viaja, mas também a comunidade que recebe o estudante de volta. A experiência internacional amplia repertórios e influencia amigos, escolas e famílias. Cada jovem que retorna “traz um pouco mais de mundo para dentro da Baixada”.

