O personal trainer Eduardo Werneck Stevens, de 31 anos, faleceu na madrugada de sexta-feira, 6 de março de 2026, após sofrer queimaduras graves em uma explosão seguida de incêndio em seu apartamento em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Eduardo teve cerca de 90% do corpo queimado e estava internado no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, referência no tratamento de queimados. O óbito foi registrado por volta das 2h da madrugada.
Nascido em Foz do Iguaçu, Eduardo era educador físico e empresário, comandando três estúdios de musculação e treinamento funcional na cidade, conhecidos como Edu Werneck Personal Studio, localizados nos bairros Porto Meira, Vila A e Vila Yolanda. Após sua morte, os estúdios permaneceram fechados e faixas pretas foram colocadas em sinal de luto.
Amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens a Eduardo, recordando sua personalidade. Luiz Ricardo Nedel, amigo da vítima, afirmou:
““Jovem bom, batalhador, determinado, do riso fácil, sempre disposto a ajudar as pessoas. Eduardo, saiba que você fez a diferença na vida de muitas pessoas. Seu legado estará vivo no coração de cada um.””
Lucas Rodrigo Vans Hoffman também expressou seus sentimentos:
““Era uma pessoa maravilhosa. Conheci ele há mais de 10 anos. Quero desejar meus pêsames à família e dizer que era uma pessoa incrível, que vai fazer muita falta.””
Eduardo Henrique Zanini disse:
““Conheci o Eduardo há uns seis anos, em um retiro da igreja que participávamos. Era um cara nota 10, não tinha momentos ruins com ele.””
A explosão ocorreu na madrugada de 26 de fevereiro, por volta de 0h20, no apartamento onde Eduardo residia. Uma mulher que estava com ele não ficou ferida e relatou aos bombeiros que o casal estava cozinhando quando a explosão aconteceu, enquanto ela havia ido ao banheiro. O bombeiro Daniel Muniz afirmou:
““Ela relatou que houve uma explosão e um deslocamento de ar muito forte, que quebrou portas e causou grande dano no ambiente.””
O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, mas o bloco do prédio precisou ser interditado por questões de segurança. Moradores foram realocados temporariamente em hotéis, casas de familiares ou imóveis alugados.
A Polícia Civil do Paraná informou que a morte de Eduardo altera a natureza da investigação. Além de apurar as causas da explosão, a polícia também analisa a eventual responsabilidade criminal pela morte. A principal linha de investigação aponta que o acidente pode ter sido causado por uma explosão de gás de cozinha. O laudo da Defesa Civil sobre a estrutura do prédio já foi concluído, mas ainda não foi divulgado.
Sete famílias que moravam no bloco afetado continuam fora de casa, já que o local permanece interditado e não há prazo para retorno. Após a realização da perícia da Polícia Científica do Paraná, o condomínio foi liberado para iniciar reformas no apartamento onde ocorreu a explosão e em outros cinco imóveis próximos que também sofreram danos. O laudo técnico sobre as causas do acidente deve ser divulgado em até um mês.

