Ataque de Israel resulta em 41 mortes no Líbano, segundo Ministério da Saúde

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que ao menos 41 pessoas morreram em uma operação militar israelense no leste do país, onde o Hezbollah afirma estar enfrentando tropas israelenses que tentaram avançar em direção à fronteira com a Síria.

De acordo com um comunicado divulgado neste sábado, 7, os ataques realizados por Israel contra a cidade de Nabi Sheet e áreas vizinhas no distrito de Baalbek resultaram em 41 mortos e 40 feridos.

O Hezbollah denunciou uma tentativa de infiltração por parte das forças israelenses. O Exército de Israel, que intensificou bombardeios e mobilizou tropas terrestres no Líbano desde que o grupo xiita lançou mísseis contra território israelense na segunda-feira, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

Caso confirmada, essa será a incursão israelense de maior alcance em solo libanês desde novembro de 2024, quando forças especiais capturaram Imad Amhaz, um agente do Hezbollah, em Batroun, no norte do país.

Horas antes, a agência de notícias libanesa ANI havia relatado “confrontos na cordilheira oriental, ao longo da fronteira entre o Líbano e a Síria (…) para repelir tentativas de desembarque israelenses”.

O Hezbollah afirmou, em nota, que seus combatentes flagraram “a infiltração de quatro helicópteros” israelenses vindos da Síria. Após o pouso, um grupo do movimento libanês teria iniciado confronto com os soldados israelenses nas imediações de um cemitério em Nabi Sheet.

“O enfrentamento se intensificou após a descoberta das forças inimigas”, diz o comunicado, acrescentando que as tropas israelenses realizaram ataques pesados antes de recuarem. Em outra nota, o Hezbollah informou que lançou foguetes durante a retirada dos militares israelenses.

Na sexta-feira, Nabi Sheet já havia sido alvo de pelo menos 13 bombardeios israelenses, segundo a ANI. O ataque do Hezbollah contra Israel na segunda-feira marcou a entrada efetiva do Líbano no cenário de guerra do Oriente Médio.

O grupo afirmou que a ação teve como objetivo “vingar” a morte de Ali Khamenei, ocorrida em operações atribuídas a Israel e aos Estados Unidos, que deram início à escalada regional.

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