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Leitura: Série ‘Marcas’ retrata histórias de vítimas de feminicídio no Brasil
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Justiça

Série ‘Marcas’ retrata histórias de vítimas de feminicídio no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 12:54
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A série especial ‘Marcas’ estreia hoje, 7 de março de 2026, na TV Globo, trazendo histórias de mulheres que foram vítimas de feminicídio antes de se tornarem estatísticas da violência. A série é exibida nos telejornais Bom Dia PE, NE1 e NE2 até o dia 14 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher.

Em 2025, o Brasil registrou quatro feminicídios e dez tentativas de assassinatos contra mulheres por dia, totalizando 1.470 mortes, segundo o Ministério da Justiça. No primeiro episódio, familiares e amigos de três vítimas compartilham como suas vidas mudaram após os crimes. As vítimas são Renata Alves, Mirella Sena e Maristela Just.

Renata Alves, de 35 anos, foi morta com um tiro na testa pelo namorado, João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, em 6 de agosto de 2022, em Campo Grande, Recife. Sua mãe, Kátia Alves, expressou a dor da perda: ‘A ausência… a gente vai dormir e acorda pensando nela.’ João Raimundo foi condenado a 71 anos, 2 meses e 26 dias de prisão por feminicídio e outros crimes.

Mirella Sena, de 28 anos, foi assassinada a facadas pelo vizinho, Edvan Luís da Silva, em 5 de abril de 2017, em Boa Viagem, Recife. Em sua homenagem, um banco vermelho foi colocado em Vitória de Santo Antão. Seus pais, Sueli e Wilson Araújo, realizam palestras em escolas para combater o feminicídio. Edvan foi condenado a 30 anos de prisão pelo crime.

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Maristela Just, de 25 anos, foi morta pelo ex-marido, José Ramos Lopes Neto, em 4 de abril de 1989. Ele disparou três tiros contra ela na casa do sogro, enquanto os filhos do casal, Zaldo e Natália, também foram feridos. José foi condenado a 79 anos de prisão em 2010, 21 anos após o crime.

Além dessas histórias, a série também apresenta Luísa Barros, de 57 anos, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em 9 de dezembro de 2025. Ela foi espancada pelo marido, Numeriano Luiz de Sá, que foi preso no mesmo dia. Luísa, que estava em tratamento contra câncer, agradeceu ao vizinho que a socorreu.

A série ‘Marcas’ busca dar voz às vítimas e conscientizar sobre a gravidade do feminicídio no Brasil.

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