Bebê indígena de 1 ano morre e corpo é armazenado em caixa térmica no Acre

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um bebê indígena de 1 ano, da etnia Kaxinawá, faleceu em Santa Rosa do Purus, no Acre, na sexta-feira (6), após cair de uma rede. O médico que atendeu a criança acionou a Polícia Civil e a perícia para investigar a causa da morte.

Como não há Instituto Médico Legal (IML) na cidade, o corpo foi armazenado em uma caixa térmica com gelo na delegacia enquanto aguardava a chegada de um médico legista de Rio Branco. O acesso à cidade é feito apenas por barco ou avião.

“”Fizeram os cuidados necessários, colocaram gelo para manter o corpo da criança até a chegada da perícia. A família quer fazer o sepultamento, mas o corpo está na delegacia armazenado de acordo com o que o médico pediu”, afirmou Evangelista da Silva de Araújo Apurinã, coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Purus (Dsei).”

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que uma equipe de legistas foi solicitada na noite de sexta-feira. Na manhã de sábado (7), uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) chegou à cidade com os profissionais.

Júnior Manchineri, coordenador da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), confirmou que a chefia da Unidade Técnica Local de Santa Rosa do Purus está acompanhando o caso para garantir os direitos dos indígenas.

A criança era filho de um agente de saúde indígena da Aldeia Monte Sião, que havia retornado à área urbana com a família para o início das aulas. Na quarta-feira (4), o agente deixou o bebê com uma filha adolescente enquanto ia buscar uma cesta básica.

Segundo Evangelista Apurinã, a menina não informou à mãe sobre a queda do bebê. Quando a mãe chegou, a criança começou a vomitar e, após dois dias em casa, os pais decidiram levar o bebê à unidade mista da cidade. O médico de plantão constatou que a criança chegou sem vida e, ao notar hematomas pelo corpo, acionou a polícia.

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