O número de civis mortos no Irã após os ataques dos EUA e de Israel desde o último sábado (28) subiu para 1.172, conforme informou a HRANA, Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.
Entre os mortos, pelo menos 194 são crianças. Além das mortes de civis, outros 176 militares também foram mortos, segundo o grupo de direitos humanos.
A HRANA relatou que algumas instalações protegidas pelo direito internacional humanitário foram danificadas pelos ataques realizados entre quinta (5) e sexta-feira (6) à noite, incluindo uma instalação do Crescente Vermelho, três unidades residenciais em Teerã e uma instalação da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana.
O número de mortos neste conflito recente está se aproximando do total de 1.190 pessoas que, segundo estimativas da HRANA, foram mortas durante a guerra de 12 dias do verão passado entre Irã, Israel e EUA.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a crescentes tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã contra possíveis ataques retaliatórios, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
As agressões entre as partes continuam neste domingo.


