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Infraestrutura

Voos para o Oriente Médio são parcialmente retomados no Aeroporto de Guarulhos

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 14:19
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Os voos do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para o Oriente Médio foram parcialmente retomados neste sábado (7). A concessionária que administra o aeroporto informou que um avião da companhia Emirates decolou na madrugada de sexta-feira com destino a Dubai.

A Qatar Airways, por sua vez, comunicou que os voos regulares para Doha permanecem suspensos e serão retomados apenas quando a autoridade de aviação civil do país anunciar a reabertura completa e segura do espaço aéreo.

Desde o início da guerra no Irã, na semana passada, 57 voos foram cancelados no aeroporto. A recomendação é que os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas ou agências de viagem para solicitar reembolso ou remarcar as passagens.

Uma família brasileira está vivendo momentos de medo e incerteza em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, devido ao agravamento dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, que impactaram o tráfego aéreo na região. Eles relatam que não conseguem retornar ao Brasil e têm se escondido em áreas subterrâneas do prédio onde estão hospedados sempre que alertas de possíveis ataques são emitidos.

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Os confrontos começaram em 28 de fevereiro, levando ao fechamento temporário de aeroportos e ao cancelamento generalizado de voos. Mesmo com a reabertura gradual, as operações aéreas ainda não foram totalmente normalizadas. A família, que estava em uma viagem pela Itália antes de chegar a Dubai, planejava passar dez dias na cidade, mas o cenário mudou drasticamente no quarto dia.

“”Na noite do dia 28 de fevereiro, quando estávamos comemorando nosso aniversário de casamento, recebemos um alerta no celular orientando que todos deveriam descer imediatamente para o subsolo do prédio para se proteger,””

relatou a brasileira. Eles estavam hospedados em um apartamento no 54º andar, próximo ao Burj Khalifa. A família descreveu a situação como assustadora, com alertas de mísseis e a necessidade de procurar abrigo rapidamente.

O voo de retorno ao Brasil estava marcado para 8 de março, mas foi cancelado no dia 5. Diante da incerteza, a família decidiu comprar novas passagens para tentar antecipar o retorno. Eles mencionaram que há cerca de 15 mil brasileiros em Dubai, nem todos desejando voltar, mas a situação é delicada.

A advogada especialista em Direito do Passageiro Aéreo, Luiza Costa Russo, enfatizou a importância da segurança em situações como essa. Ela recomendou que os viajantes sigam as orientações das autoridades locais e procurem apoio das embaixadas ou consulados. Segundo a especialista, o fechamento do espaço aéreo por conflitos é considerado um caso de força maior, limitando a responsabilidade das companhias aéreas.

Ela explicou que a retirada de passageiros de áreas de conflito pode depender de operações especiais e que o grande volume de voos cancelados pode dificultar a reorganização dos passageiros. Companhias com grande presença local, como a Emirates, podem ter mais estrutura para lidar com a situação, mas despesas extras podem não ser responsabilidade das companhias em casos de força maior.

TAGGED:Aeroporto Internacional de São Paulo, Burj KhalifaConflitosEmiratesGuarulhosLuiza Costa RussoOriente MédioQatar AirwaysSão PauloVoos
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