O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, acusou neste sábado (7) os Estados Unidos de atacarem uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm, no Golfo de Omã. Segundo Aragchi, o ataque afetou o abastecimento de água em 30 aldeias.
A CNN não encontrou evidências do suposto ataque americano e solicitou um posicionamento do Comando Central dos EUA sobre a alegação. A acusação chamou a atenção para a infraestrutura de dessalinização, considerada uma das mais importantes da região.
O Oriente Médio abriga mais de um quarto das usinas de dessalinização do mundo, permitindo que a região desértica transforme água do mar em água potável. Desde o início da guerra, há uma semana, analistas expressam preocupação de que um Irã cada vez mais desesperado possa recorrer a ataques contra essas usinas.
“Atacar várias dessas usinas de dessalinização colocaria os países do Golfo Pérsico em uma situação impossível”, afirmou Javier Blas, colunista da Bloomberg Opinion especializado em energia e commodities, na quarta-feira (4). Ele alertou que o risco é real, seja por ataques deliberados ou por acidentes com mísseis ou drones.
“O petróleo é essencial, mas a água é insubstituível”, completou Blas. Embora a CNN não tenha visto provas de um ataque dos EUA à usina de dessalinização na ilha de Qeshm, a acusação de Aragchi levantou a possibilidade de que essa infraestrutura possa se tornar alvo.
“Atacar a infraestrutura do Irã é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irã”, disse Aragchi, sem apresentar provas do suposto ataque americano.

