O Diretório Nacional do PSOL decidiu no último sábado (7) não formar uma federação com PT, PCdoB e PV, mas aprovou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.
A decisão de apoiar Lula no primeiro turno é vista como uma consequência da prioridade política do PSOL em enfrentar a extrema-direita. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, era um dos principais defensores da federação com o PT.
As federações partidárias unem siglas por, no mínimo, quatro anos, fazendo com que atuem como uma só. Isso implica que as legendas devem decidir candidaturas de forma conjunta, sem a possibilidade de lançar candidatos próprios para cargos do Executivo.
Na mesma reunião, o PSOL decidiu renovar a federação com a Rede Sustentabilidade por mais quatro anos, considerando a experiência positiva da parceria anterior. A nota do partido destaca a importância da federação para superar a cláusula de barreira e aumentar as bancadas federais e estaduais.
O partido também definiu como prioridade a ampliação das bancadas de esquerda no Congresso Nacional, visando confrontar o bloco do Centrão e da direita. A resolução menciona que o Congresso não é um poder neutro e que a ampliação de parlamentares combativos é necessária para mudar a situação política atual.

