Irã afirma que bases militares dos EUA violam soberania após pedir desculpas a vizinhos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã publicou neste sábado, 7 de março de 2026, um comunicado nas redes sociais afirmando que abrigar bases militares dos Estados Unidos fere o direito internacional e constitui uma “violação da soberania e da integridade territorial” do país. A declaração ocorreu após o pedido de desculpas a países vizinhos atingidos em sua retaliação aos ataques de Israel.

O conflito teve início em 28 de fevereiro e foi justificado pelo presidente Donald Trump como uma medida para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. O comunicado, divulgado no X (antigo Twitter), alerta que “nenhum país deve permitir que seu território ou instalações sejam usados ​​para ataques contra o Irã”.

O governo iraniano destacou que a ação coordenada pelos Estados Unidos e Israel não se limitou a infraestruturas militares, resultando na morte de “altos funcionários” e de civis, incluindo em escolas, hospitais, recintos esportivos, residências particulares e centros de serviços públicos. Isso, segundo o Irã, representa uma violação da soberania do país.

O Irã afirmou que realizou operações defensivas necessárias e proporcionais contra bases e instalações utilizadas por agressores na região, exercendo seu direito de autodefesa conforme o direito internacional, especialmente diante da inação do Conselho de Segurança da ONU. O governo justificou os bombardeios como um “direito inerente à autodefesa” conforme o Artigo 51 da Carta da ONU.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também pediu desculpas a países vizinhos que foram atingidos por bombardeios iranianos. Ele declarou que, a partir de agora, as forças iranianas não atacarão ou dispararão mísseis contra países ao redor, a menos que sejam atacados.

Apesar da promessa, mísseis e drones iranianos continuaram a cruzar os céus de nações vizinhas. Na última semana, ataques a alvos militares ligados aos Estados Unidos ocorreram em cinco das seis monarquias do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait.

O governo iraniano reiterou que não cultiva inimizades e que os ataques estão relacionados à guerra em andamento. A República Islâmica do Irã reafirmou seu compromisso em preservar e expandir relações amistosas com os países da região, baseadas na boa vizinhança e no respeito pela soberania e integridade territorial de cada um.

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