A escritora Ellie Leonard deixou seu emprego na escola do filho no final de dezembro de 2025 para se dedicar à investigação dos documentos do caso Epstein. Ela se uniu a mais de mil jornalistas cidadãos de diversos países para analisar o material publicado pelo Departamento de Justiça americano.
O último lote de documentos, divulgado em 30 de janeiro, contém três milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, incluindo nomes conhecidos como Richard Branson, Bill Gates e Elon Musk. Não há indícios de irregularidades relacionadas a essas figuras.
Leonard, que não tinha conhecimento prévio sobre Epstein, começou a pesquisar suas relações com o presidente Donald Trump, motivada por seu interesse em justiça social. Ela acredita que é fundamental validar as histórias das vítimas e afirma: ‘Quando as mulheres ou sobreviventes se apresentam e contam sua história, vou acreditar nelas.’
Ela orienta o grupo de jornalistas cidadãos a começar a análise dos documentos por partes menos exploradas, a fim de evitar duplicidade de trabalho e identificar lacunas nas informações. Leonard destaca que pequenos detalhes, como e-mails e comunicações internas, podem ser cruciais para entender o caso.
A artista Maria Farmer, que denunciou Epstein ao FBI em 1996, é um exemplo de como essas evidências podem corroborar as histórias das sobreviventes. Após a publicação dos arquivos, Farmer se sentiu ‘redimida’ após quase 30 anos.
Leonard, que utiliza técnicas analíticas de sua formação em arte e cultura clássica, busca trazer à tona a verdade por meio de seu trabalho. Ela enfatiza a importância de responsabilizar os perpetradores e garantir que as vítimas encontrem justiça.
“‘É preciso colocar um fim para essas sobreviventes e elas precisam encontrar justiça’, afirma Leonard.”


