Formações vulcânicas em formato de cone foram descobertas em Ulysses Colles, um campo vulcânico localizado na borda sul do sistema de fossas Ulysses Fossae, dentro da província de Tharsis, em Marte. Essas formações são características de erupções explosivas que ocorrem em vulcões da Terra.
“Compreender características semelhantes na Terra nos ajuda a saber o que procurar em Marte e a interpretar processos que não podemos observar diretamente”, afirmou Patrick Whelley, vulcanólogo da Nasa.
Desde a década de 1970, geólogos planetários têm conhecimento de que formações vulcânicas cobrem grandes extensões de Marte. As primeiras imagens da Mariner 9 revelaram enormes vulcões em escudo e planícies em uma escala sem precedentes.
Em Marte, vulcões como o Monte Olimpo e o Monte Alba foram formados principalmente por erupções efusivas basálticas, que são derramamentos relativamente calmos de lavas “fluidas” que se espalham pela superfície em camadas. Esse tipo de vulcanismo é considerado o mais comum em Marte, sendo responsável pela grande maioria de suas formações vulcânicas.
No entanto, uma pequena porção das formações foi produzida por vulcanismo explosivo, que resulta na criação de cones vulcânicos, fluxos piroclásticos e depósitos de cinzas. Os “cones de cinzas” ou “cones de escória” aparecem como colinas arredondadas com aberturas circulares, enquanto os fluxos de lava se espalham ao redor da base dos cones.
Em Marte, fluxos de lava aparentemente mais jovens e menores parecem jorrar de alguns cones, enquanto fluxos mais antigos e desgastados permanecem ao fundo. Os cones de escória marcianos são tipicamente mais altos, mais largos e têm inclinações mais suaves em comparação com os da Terra.
Os cientistas da Nasa sugerem que o vulcanismo explosivo pode nunca ter sido comum em Marte, ou que suas características explosivas tenham sido encobertas por fluxos efusivos mais recentes ou destruídas pela erosão. A comparação planetária é considerada valiosa para a compreensão da geologia de mundos distantes.


