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Sucessão no Irã após a morte de Ali Khamenei gera incertezas políticas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorreu em meio aos ataques dos Estados Unidos e Israel ao país, gerando incertezas sobre o futuro político da nação.

Especialistas afirmam que, apesar da insatisfação popular com o regime, não há condições para uma mudança estrutural de governo. A sucessão deverá ocorrer dentro das estruturas de poder já estabelecidas.

O ministro do Irã alertou que europeus serão alvos caso se unam a EUA e Israel. A Guarda Revolucionária, que controla parte significativa da economia iraniana, terá papel decisivo na escolha do próximo líder supremo.

““Quem vai dar as cartas agora é a Guarda Revolucionária, basicamente”, afirmou Américo Martins, analista que discutiu o tema.”

O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é apontado como principal candidato à sucessão, embora não possua as credenciais teológicas de alto nível necessárias para o cargo.

A possibilidade de um filho suceder o pai é vista com desconfiança pela população, pois contradiz os princípios da Revolução Islâmica de 1979, que criticava monarquias e ditaduras dinásticas.

““Isso, para começar, não vai pegar nada bem dentro do Irã para uma parcela da população. Porque é exatamente o que o Irã critica nas monarquias, ditaduras também, árabes da região”, explicou Américo Martins.”

Outras possibilidades para a sucessão incluem o neto de Khomeini, fundador da República Islâmica, e o Ayatollah Araf, que possui credenciais teológicas mais fortes e conexões com a Guarda Revolucionária e com o Bassige, milícia com cerca de 600 mil homens.

Especialistas concordam que não haverá ruptura com o sistema atual.

““Não estamos falando de mudança de regime. Não estamos falando de ninguém aqui que seja reformista, que seja um renovador”, ressaltou Américo Martins.”

Embora possa haver maior pragmatismo nas relações internacionais, a estrutura fundamental do regime iraniano deve ser mantida, com a Guarda Revolucionária como pilar central de sustentação do poder.

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