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Ataque israelense a hotel em Beirute resulta em quatro mortes

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um ataque israelense contra um hotel no centro de Beirute, ocorrido neste domingo, 8, resultou em pelo menos quatro mortos e 10 feridos, conforme informou o Ministério da Saúde do Líbano.

O bombardeio atingiu o hotel Ramada, localizado no bairro de Raouche, uma área turística à beira-mar que até então havia sido poupada dos ataques israelenses direcionados ao movimento xiita pró-iraniano Hezbollah. Israel declarou que a operação tinha como alvos comandantes da Guarda Revolucionária iraniana.

Um fotógrafo da AFP registrou um quarto no quarto andar do hotel com janelas quebradas e paredes marcadas pelo incêndio. Dezenas de hóspedes, aterrorizados, fugiram do local com suas bagagens.

O bairro de Raouche abriga muitos hotéis, atualmente ocupados por pessoas deslocadas devido aos novos combates que começaram na segunda-feira entre Israel e o Hezbollah. O Exército israelense anunciou um “ataque de precisão contra comandantes cruciais do Corpo do Líbano da Força Quds, da Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana em Beirute”.

““O regime terrorista iraniano opera de forma sistemática entre a população civil no Irã e no Líbano, explorando cinicamente a população civil como escudo humano”, acusou Israel na plataforma de mensagens Telegram.”

Além das quatro mortes no hotel, a agência de notícias oficial ANI informou que 12 pessoas morreram em ataques israelenses na madrugada de domingo. Imagens da AFPTV mostraram bombardeios atingindo os subúrbios do sul de Beirute, reduto do Hezbollah.

O Ministério da Saúde libanês revelou que os bombardeios israelenses, que começaram na segunda-feira em represália a um ataque do Hezbollah, resultaram em mais de 390 mortes. Na sexta-feira, uma operação de comando israelense para tentar recuperar os restos mortais de um militar israelense capturado no Líbano em 1986 deixou 41 mortos na localidade de Nabi Sheet, no leste do país.

O oficial da Força Aérea, Ron Arad, ejetou-se em 1986 de seu avião derrubado sobre o Líbano durante uma missão contra a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ele foi capturado por grupos xiitas durante a guerra civil libanesa e é considerado morto, já que o corpo nunca foi devolvido. O destino de Arad é uma preocupação de muitas décadas em Israel, onde a repatriação de soldados desaparecidos ou capturados é considerada um dever nacional.

Segundo o comandante do Exército libanês, Rodolphe Haykal, os soldados israelenses chegaram a Nabi Sheet vestidos com uniformes semelhantes aos do Exército libanês e usavam veículos militares parecidos com os utilizados pelo Hezbollah.

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