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Esposa de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, negou que tenha recebido mensagens de Daniel Vorcaro escritas no bloco de notas do celular do banqueiro. A declaração foi feita em resposta ao que alegou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ao rebater uma reportagem.

A assessoria de Viviane informou que ela “não recebeu as referidas mensagens”. A nota foi divulgada após o ministro Alexandre de Moraes usar a organização dos arquivos recebidos pela CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS para contestar a reportagem de Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A matéria revelou uma suposta troca de mensagens de visualização única entre Vorcaro e Moraes no dia em que o banqueiro foi preso. Segundo o jornal, as mensagens foram extraídas do celular do dono do Master por meio de análise técnica realizada pela Polícia Federal.

Na nota à imprensa, Moraes negou ter recebido as mensagens. Ele afirmou: “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

O ministro ainda alegou que “a mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”.

No entanto, na organização dos arquivos, o contato de Viviane Barci (registrado como “Vivi Moraes”) está na mesma pasta de um print do bloco de notas em que Vorcaro escreveu a seguinte mensagem no dia em que foi preso: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear”.

Peritos afirmam que a forma como os arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de uma mensagem. Isso ocorre porque os programas utilizados em perícias digitais reorganizam os arquivos com base em critérios técnicos destinados a preservar a integridade das evidências, procedimento conhecido como cadeia de custódia.

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