Ad imageAd image

Campanha de Lula enfrenta desafios com investigações do Banco Master e INSS

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Líderes do PT e aliados de Lula reconhecem que a campanha à reeleição do presidente não será fácil. Eles esperam uma disputa acirrada, semelhante à de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro por menos de dois pontos percentuais.

A dificuldade em aumentar a aprovação do governo, o alto nível de rejeição a Lula e o crescimento nas pesquisas do opositor Flávio Bolsonaro intensificam as preocupações dos governistas.

As investigações sobre o Banco Master e o desvio de valores do INSS complicam ainda mais o cenário. Um importante quadro da esquerda afirmou que os escândalos estão criando um clima semelhante ao da Lava-Jato e que, se as apurações não forem controladas, o governo ficará acuado.

Esse líder argumenta que, mesmo que Lula não tenha responsabilidade direta pelos desvios, a população tende a culpá-lo pelas notícias negativas. Isso poderia resultar na transferência de votos para adversários.

Ele também destacou que o clima de Lava-Jato não beneficiaria necessariamente Flávio Bolsonaro, visto como parte do sistema que prejudica segurados do INSS. As investigações poderiam abrir espaço para um outsider, como ocorreu em 2018 com Jair Bolsonaro.

Um exemplo do passado foi a Lava-Jato, que, em 2014, levou conselheiros da então presidente Dilma Rousseff a acreditarem que o escândalo afetaria apenas o Congresso. Essa avaliação se mostrou errada, resultando na queda de Dilma e na prisão de Lula.

Agora, líderes do PT e assessores de Lula desejam que ele atue para conter os danos das investigações do Banco Master e do INSS. Eles afirmam que autoridades dos Três Poderes estão acuadas e que cabe a Lula tentar controlar as investigações da Polícia Federal para evitar que inocentes e culpados sejam tratados da mesma forma.

Se Lula não agir, corre o risco de ser penalizado nas urnas, responsabilizado pelo eleitor mesmo sem envolvimento nas falcatruas, e permitir que um candidato inesperado ganhe destaque na corrida presidencial.

Compartilhe esta notícia