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Manifestantes pedem proteção da Serrinha do Paranoá, área ambiental em projeto do BRB

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Manifestantes se reuniram na Serrinha do Paranoá, no Distrito Federal, na manhã deste domingo (8), para pedir a proteção do lote que foi incluído no projeto de lei destinado a socorrer o Banco de Brasília (BRB).

O projeto de lei busca repassar nove imóveis públicos da capital ao patrimônio do BRB. Ele não apenas autoriza o uso dos terrenos como garantia, mas também permite a venda deles. O texto foi aprovado pela Câmara Legislativa na terça-feira (3) e deve ser sancionado pelo governador Ibaneis Rocha nesta semana.

A Serrinha do Paranoá é o maior e mais valioso lote na proposta, avaliado em R$ 2,3 bilhões, representando mais de um terço dos R$ 6,6 bilhões que o governo do DF espera injetar no BRB. Estudos indicam que a Serrinha abriga mais de 100 nascentes, sendo considerada por ambientalistas um importante manancial hídrico do Centro-Oeste.

A inclusão da Serrinha no projeto gerou protestos de entidades que lutam pela preservação da área. O projeto em tramitação oferece ao governo do DF e ao BRB opções para transformar esses imóveis públicos em ajuda ao banco.

Entre as opções estão a transferência direta dos imóveis para o BRB, a venda dos imóveis e a incorporação do dinheiro, além de outras medidas financeiras que podem ser adotadas para reforçar o patrimônio do banco.

Na segunda-feira (2), foram divulgados os imóveis e valores especificados pela Terracap. Entre eles, a Serrinha do Paranoá (Gleba A), de 716 hectares, pertencente à Terracap, avaliada em R$ 2,2 bilhões.

Outros imóveis incluem lotes no SIA, com valores que variam de R$ 239 milhões a R$ 1,02 bilhão, e a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década, avaliada em R$ 491 milhões.

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